O Ministério Público determinou o arquivamento do inquérito relativo à interpelação ao primeiro-ministro por um cidadão nas galerias do Parlamento, em junho de 2013, por falta de «indícios probatórios suficientes», informou esta quinta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

O caso remonta a 26 de junho, quando uma das pessoas que estava numa galeria da Assembleia da República interpelou, em voz alta, Pedro Passos Coelho, tendo sido advertida na altura que «não podia manifestar-se» e foi retirada pela PSP sem oferecer resistência.

Segundo o comunicado da PGDL, o Ministério Público considerou que a «simples interpelação não constituiu no caso concreto, a prática do crime de perturbação do funcionamento de órgão constitucional, não existindo indícios da efetiva perturbação do funcionamento normal da sessão a decorrer».

O inquérito foi dirigido pela 5.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

No dia 26 de junho, a meio de debate entre o secretário-geral do PS e o primeiro-ministro, um cidadão foi retirado das galerias da Assembleia da República pelas forças policiais, depois de ter exigido a Passos Coelho, a gritar, uma explicação sobre um assunto que não se percebeu.