O dux da Universidade Lusófona, João Gouveia, e três testemunhas vão ser ouvidos a 2 de fevereiro, no Tribunal de Setúbal, no debate instrutório sobre a morte de seis jovens na praia do Meco, revelaram esta quarta-feira os familiares das vítimas da tragédia.

«O advogado Vítor Parente Ribeiro já nos informou que o debate instrutório está marcado para dia 2 de fevereiro no Tribunal de Setúbal e que, além do arguido João Gouveia, serão ouvidas mais três testemunhas», disse à Lusa António Soares, pai da jovem Ana Catarina Soares, uma das alunas da Universidade Lusófona que morreu na praia do Meco, na madrugada de 15 de dezembro de 2013.

O único arguido do processo, João Gouveia, é também o único sobrevivente da tragédia que causou a morte dos seis jovens, dois do sexo masculino e quatro do sexo feminino, na praia do Meco, concelho de Sesimbra, no distrito de Setúbal.

O inquérito instaurado na sequência da morte dos seis alunos da Universidade Lusófona de Lisboa tinha sido arquivado pelo procurador do Ministério Público do Tribunal da Almada, mas o advogado das famílias das vítimas pediu a abertura de instrução, pretensão acolhida por um juiz do Tribunal de Setúbal.

Em novembro do ano passado, Vítor Parente Ribeiro avançou com um incidente de recusa do juiz de instrução do processo, por alegada proximidade entre este magistrado e o procurador da República que arquivou o inquérito, pretensão que foi recusada pelo Tribunal da Relação de Évora.

Embora ainda tivessem a possibilidade de recorrer da decisão, os familiares decidiram aceitar a decisão do Tribunal da Relação de Évora e prescindir dos 30 dias que tinham para apresentar recurso, o que permitiu ao juiz do processo, Nélson Escórcio, marcar o debate instrutório já para o próximo dia 2 de fevereiro.