Uma das sobreviventes portuguesas do incêndio na Torre Grenfell, em Londres, foi envenenada com cianeto. A notícia é avançada pela BBC, que teve acesso ao relatório médico da adolescente. Segundo a mesmo notícia, Luana Gomes, de 12 anos de idade, recebeu tratamento médico para envenenamento por cianeto, após exposição ao gás altamente tóxico. O gás poderá ter sido libertado devido à queima dos plásticos e do isolamento do edifício.

Apesar de se saber que várias vítimas do incêndio que vitimou, pelo menos, 80 pessoas, tinham recebido antidotos para cianeto, é a primeira vez que a intoxicação é oficialmente comprovada por relatórios médicos. A mãe e a irmã de Luana Gomes, mais duas portuguesas feridas no fogo, também foram tratadas pelo mesmo risco. No entanto, o diagnóstico de envenenamento apenas se confirmou no caso da menina de 12 anos.

O registo feito quando Luana teve alta do hospital indica que a menina foi diagnosticada com “ferimentos por inalação de fumo” e “intoxicação por cianeto”.

Andreia Gomes e as filhas estiveram em coma induzido, no King’s College Hospital. Luana esteve em coma seis dias e a irmã Megan foi mantida em coma por uma semana. Já a mãe Andreia Gomes, que estava grávida de 7 meses, ficou inconsciente durante quatro dias e acabou por perder o bebé. A família composta por pai, mãe e duas filhas pequenas saiu da torre pelo próprio pé, mas foram, de imediato, levados para o hospital.

A intoxicação por cianeto é relativamente comum em casos de incêndios domésticos, uma vez que o cianeto é usado no fabrico de vários plásticos e é libertado quando esses plásticos são queimados. Mas ainda não se sabe ao certo o que originou essa libertação. Suspeita-se também que o gás também possa ter origem no isolamento de espuma, que estava instalado no exterior da torre

 O fogo na Torre Grenfell, em Londres, foi há precisamente um mês e matou 80 pessoas.