A Autoridade de segurança Alimentar e Económica (ASAE) informou hoje que deteve uma pessoa e suspendeu os serviços de alimentação no colégio de Torre D. Chama, em Mirandela, onde vários alunos adoeceram com suspeita de intoxicação alimentar.

Aquele organismo divulgou ainda que foi instaurado um processo-crime e que apreendeu «cerca de 45 quilogramas de alimentos» congelados «que apresentavam alterações organoléticas ao nível de desidratação e acumulação de gelo».

A ASAE informa também, em comunicado, que os serviços de alimentação prestados pela escola foram «suspensos por motivos de falta dos requisitos mínimos de higiene alimentar».

Estes são os resultados de uma ação de fiscalização ao local realizada pela Unidade Regional do Norte da ASAE, na sequência da alegada intoxicação alimentar que levou algumas dezenas de alunos aos serviços de saúde da região, alguns dos quais necessitaram de internamento.

Os estudantes com idades entre os 10 e os 16 anos acorreram aos hospitais e centros de saúde por iniciativa própria com sintomas comuns como diarreia, vómitos, náuseas, cefaleias e febre.

Todos referiram que o mal-estar começou depois do almoço de massa com carne, na quarta-feira, no referido colégio.

O caso está a ser investigado pela Unidade de Saúde Pública da ULS do Nordeste que visitou o estabelecimento de ensino, ainda na semana passada, e divulgou ter recolhido «amostras de alimentos e de águas que foram enviadas para análise no Instituto Ricardo Jorge» com vista a apurar se são a origem da infeção que provocou a suposta gastroenterite entre os estudantes.

A direção pedagógica do estabelecimento de ensino continua sem prestar esclarecimentos à Comunicação Social.

O Colégio de Torre D. Chama foi criado há quase 40 anos na vila do concelho de Mirandela, distrito de Bragança, faz parte do Ensino Particular e Cooperativo e é frequentado, sobretudo por alunos das aldeias próximas.