A Autoridade de Saúde do Centro informou hoje que os alimentos ingeridos ao almoço pelas 28 pessoas, 27 das quais crianças, que apresentaram sintomas de intoxicação alimentar são suspeitos de terem provocado um surto de gastroenterites.

«A investigação efetuada até ao momento permite suspeitar dos alimentos ingeridos ao almoço como veículo da doença e os sintomas e tempos de incubação apontam para toxinfeção alimentar coletiva por toxina estafilocócica», refere, em comunicado enviado à agência Lusa, o delegado regional de Saúde do Centro, referindo-se à situação que hoje afetou crianças do 1.º jardim Escola João de Deus, na Figueira da Foz.

O texto adianta que este tipo de patologia «é bem conhecido pelos clínicos e epidemiologistas».

De acordo com a nota, encontra-se em curso a investigação epidemiológica, promovida pela autoridade regional de saúde «com o objetivo de identificar o agente, fonte e veículo da doença e interromper a cadeia de transmissão».

Segundo o comunicado, sendo os alimentos ingeridos ao almoço «a principal suspeita de veículo de transmissão» e tendo a sua ingestão cessado «não se espera que aumente o número de pessoas em risco».

«A investigação epidemiológica prossegue, centrada na tentativa de colheita de amostras de alimentos, bebidas ou outros produtos ambientais que se venham a revelar suspeitos, bem como de amostras de produtos biológicos para investigação laboratorial», adianta.

No texto, é referido que participaram na atividade realizada num centro hípico da freguesia de Quiaios 109 pessoas, tendo adoecido 25, «o que corresponde a uma taxa de ataque (percentagem de doentes) de 23% que se pode considerar baixa para este tipo de situações».

No entanto, o número de pessoas afetadas pelo surto subiu para 28, uma mulher de 40 anos, educadora escolar e 27 crianças, entre os 03 e os 10 anos.

Segundo dados avançados pelas unidades hospitalares, 17 deram entrada no Hospital Pediátrico de Coimbra e outras dez na urgência pediátrica do Hospital Distrital da Figueira da Foz.

Ainda de acordo com a autoridade regional de saúde, os doentes apresentavam sintomatologia caracterizada por vómitos, dores abdominais, cefaleias e prostração.