A praia de Ofir, em Esposende, vai ser objeto de uma primeira intervenção até junho, para reparar alguns dos estragos provocados pelas intempéries e criar «condições mínimas» para a próxima época balnear, foi hoje anunciado.

O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho de Administração da sociedade Polis Litoral Norte, Pimenta Machado, que adiantou que, naquela primeira intervenção, será criado um acesso provisório, já que o que existia foi destruído pelas investidas do mar.

Vai ainda ser vedada a zona de risco, nomeadamente junto às três torres de apartamentos, e definida uma área de segurança para a prática balnear.

«A obra mais pesada, estruturante, será feita a partir de setembro», acrescentou Pimenta Machado.

Para reforço do sistema dunar e proteção da linha de costa da praia de Ofir, o Polis Litoral Norte prevê um investimento de 1 milhão de euros.

Segundo Pimenta Machado, o projeto, da autoria de Veloso Gomes, será entregue «na próxima semana».

A preservação dos ecossistemas naturais e a proteção de pessoas e bens são os dois principais objetivos da intervenção, que, além da reabilitação das estruturas colapsadas na sequência das intempéries do último inverno, contempla ainda a recarga de areias na praia.

Em fevereiro, a água ficou a escassos metros das três torres de Ofir, que, no total, têm cerca de 200 apartamentos.

Um dos parques de estacionamento que servem as torres chegou a ser interditado, por razões de segurança.

As águas causaram várias fissuras no passeio fronteiro às torres e derrubaram o passadiço de acesso à praia.

As obras na praia de Ofir foram apresentadas durante uma sessão de divulgação das várias intervenções programadas para Esposende no âmbito do Polis Litoral Norte.

Essas intervenções, algumas das quais já concretizadas, totalizam 26 milhões de euros, estando já garantido um financiamento superior a 14 milhões.

A próxima empreitada a avançar será na praia de S. Bartolomeu do Mar, com a demolição das 27 construções ali existentes e a requalificação de todo aquele espaço, num investimento que ascende a 3,3 milhões de euros, valor que inclui as indemnizações pagas aos proprietários.