Foram este sábado retomados os interrogatórios no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa com 30 arguidos dos Hells Angels, entre eles o segurança das agressões no Urban. O primeiro interrogatório judicial de 20 dos 58 elementos detidos do grupo de motociclistas terminou pelas 20:40 de sexta-feira.

Dos 20 arguidos presentes à juíza de instrução nenhum prestou declarações sobre os factos que lhes foram imputados pelo ministério público, segundo várias fontes da defesa.

Fonte do tribunal disse aos jornalistas que dois desses 30 arguidos manifestaram interesse em falar sobre os factos.

Vários advogados disseram estar inclinados para que as medidas de coação a aplicar sejam privativas da liberdade, tendo em conta as concentrações de motociclistas que se realizam este mês em Faro e em agosto em Góis.

Os arguidos estão indiciados por associação criminosa, tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física e tráfico de droga.

Um 59.º elemento encontra-se detido na Alemanha.

A investigação do caso dos Hells Angels foi elaborada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal e pela Unidade Nacional Contra-terrorismo da Polícia Judiciária e os mandados de busca e de detenção foram executados na quarta-feira.

Quinze arguidos interrogados durante a manhã

Quinze dos 58 arguidos foram inquiridos de manhã, prevendo-se que, até ao final do dia, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa interrogue um total de 36 detidos.

A 'maratona' foi interrompida às 13:45, de acordo com fonte judicial, estando previsto que, durante a parte da tarde, conforme o tempo disponível, sejam ouvidos 21 arguidos, 19 com o mesmo advogado, mais os dois únicos, do total de detidos, que pretendem prestar declarações.