A zona balnear do Calhau d’Areia, adjacente ao porto da Maia, na Ribeira Grande, Açores, foi hoje interditada devido à elevada concentração de uma microalga tóxica, informa uma nota de imprensa do executivo regional.

Segundo a nota, depois de terem sido realizadas análises à água e à areia, a Delegação de Saúde da Ribeira Grande, em articulação com a Direção Regional dos Assuntos do Mar, decidiu interditar de imediato aquela zona balnear da ilha de São Miguel.

As análises “detetaram grandes concentrações de um dinoflagelado, alga microscópica, do género Ostreopsis, para além da presença do protozoário Vorticella convalaria e de nematodes não identificados”, adianta o Governo dos Açores.

Aquelas microalgas, “quando em grandes concentrações, produz toxinas bastante potentes pertencentes ao grupo das Palitoxinas, sendo os efeitos mais comuns destas toxinas, no ser humano, irritações cutâneas, quando em contacto com a água, e problemas respiratórios, provocados pela libertação de aerossóis”.

“A toxina também se pode acumular ao longo da cadeia trófica e afetar o ser humano pela ingestão de pescado contaminado”, explica o Governo Regional.

Quanto aos outros organismos detetados nas amostras (Vorticella convalaria e nematodes não identificados), “a sua presença poderá estar associada à presença de águas residuais provenientes das casas nas imediações do local”, pelo que à Câmara da Ribeira Grande foi pedido que efetue, de imediato, “o desvio de todas as condutas de águas residuais que estejam, eventualmente, a debitar para o mar, naquele local”.

Ao município da Ribeira Grande foi, também, solicitado que “estabeleça um programa de monitorização da zona balnear do Calhau d’Areia, até se verificarem as condições normais relativamente à presença e concentração destes organismos”.

“Esta interdição estará em vigor até se conhecerem os resultados de contra-análises que indiquem a regularização da situação”, acrescenta a nota de imprensa.