Os dois polícias e o inspetor de um centro de inspeção automóvel detidos em Lisboa por suspeita de corrupção, abuso de poder e falsificação, saíram esta quarta-feira em liberdade com Termo de Identidade e Residência e proibição de contactos.

Fonte policial disse à agência Lusa que os três homens, de 37, 40 e 45 anos, detidos na terça-feira passada, ficaram sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência e proibição de contactos entre si, depois de presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça.

Na terça-feira, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP explicou, em comunicado, que as detenções ocorreram na sequência de uma investigação que já durava há cerca de um ano, a qual culminou com o cumprimento de sete mandados de busca domiciliária, três mandados de busca em centros de inspeção automóvel/oficina e três de detenção.

Nesse dia, outra fonte policial adiantou à Lusa que os polícias são suspeitos de funcionarem como "intermediários na angariação" de clientes e no contacto com o terceiro detido, que trabalhava num centro de inspeção automóvel, em Lisboa, a troco de dinheiro.

O inspetor, por seu lado, "facilitava nas inspeções", também a troco de quantias monetárias "pagas por fora" pelos condutores das viaturas inspecionadas.

Um dos polícias detidos está colocado na Direção Nacional da PSP, encontrando-se de baixa médica "há já algum tempo", enquanto o outro agente prestava serviço numa divisão policial do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis).

De acordo com esta fonte policial, além dos três detidos, foram, no decorrer do dia de terça-feira constituídos mais "dois arguidos", acrescentando haver a possibilidade de virem a ser constituídos "dezenas de outros arguidos" no decurso da investigação.

Um dos dois centros de inspeção automóvel alvo de buscas localiza-se em Lisboa, enquanto o outro centro de inspeções e uma oficina se situam nos arredores da capital portuguesa.

A investigação esteve a cargo da Divisão de Investigação Criminal, do Cometlis.