O número de teses de doutoramento em Portugal passou de 860 no ano 2000 para cerca de 2.200 no ano passado, com as mulheres a liderar este trabalho, segundo resultados divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência esta quinta-feira.

O Inquérito ao Registo Nacional de Temas de Tese de Doutoramentos Concluídos 2012 (RENATES) revela que a tendência de crescimento se verificou em todos os anos e que de 2011 para 2012 o aumento foi de 19,7 por cento.

Cresceu também ao longo dos últimos anos o número de mulheres doutoradas.

Desde 2008, o número de teses assinadas por mulheres é superior ao das registadas por homens.

No ano passado 54 por cento dos doutoramentos registados são de mulheres.

Tem também aumentado o número de doutoramentos realizados no âmbito de associações de estabelecimentos de ensino superior, frisa o ministério: 54 no ano passado.

A área que mais cresceu foi a de Ciências Sociais e Humanidades, enquanto as Ciências Exatas têm perdido peso.

Em 2012, as Ciências Sociais lideraram os doutoramentos realizados em Portugal (578), seguindo-se as Ciências Exatas (461), as Ciências da Engenharia e Tecnologia (387), as Humanidades (284) e por fim as Ciências Médicas e da Saúde (271) e as Ciências Agrárias (26).

«Seguindo o padrão dos anos anteriores, os doutoramentos foram maioritariamente desenvolvidos por indivíduos de nacionalidade portuguesa (87,5%), seguindo-se os de nacionalidade brasileira (5,73%)», lê-se no documento publicado pela Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência que a Lusa cita

Desde a criação do Registo Nacional de Temas de Tese de Doutoramento Concluídos, em 1970, Portugal viu registadas e reconhecidas em território nacional 25.711 teses.