O Infarmed alerta que o consumo de tranquilizantes em Portugal é um problema de saúde pública. Esta é a conclusão de um estudo que analisa o consumo de psicofármacos entre 2000 e 2012, revelado pelo «Jornal de Notícias».

Ao longo deste tempo, o consumo de antidepressivos e anti psicóticos quase que triplicou. A venda de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos aumentou 6 por cento.

Foi também divulgado hoje que o consumo de medicamentos cardiovasculares quase duplicou numa década e, em 2011, representou uma despesa diária para o Estado de quase 1,8 milhões de euros, revela um estudo da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

Os portugueses recorrem mais aos antidepressivos e aos ansiolíticos que os italianos, noruegueses e dinamarqueses. Já no consumo de anti psicóticos não há grandes diferenças.

Segundo escreve o JN, em Portugal são consumidas 96 doses diárias de benzodiazepinas por cada 1000 habitantes, enquanto na Noruega são 62, em Itália 53 e na Dinamarca 31.

Os fármacos mais consumidos em Portugal, entre 2000 e 2012, são o Alprazolam e o Lorazepam. Que também são os que criam maior dependência.

Álvaro de Carvalho, coordenador do Plano Nacional para a Saúde mental, o uso excessivo destes comprimidos fá-lo suspeitar que são dispensados nas farmácias «sem receita médica». Este especialista da Direção-geral de saúde defende ainda que «uma redução na comparticipação do Estado» para baixar consumos.

Mas Álvaro carvalho admite que «a crise» também seja um dos motivos para o aumento do consumo destes medicamentos.