Cerca de 80 pessoas foram assistidas esta terça-feira à tarde no edifício da EDP na Alameda dos Oceanos, em Lisboa, devido a queixas de náuseas e irritação na pele, apurou a TVI. Ao final da tarde, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) dava conta de 20 pessoas assistidas.

A origem dos sintomas ainda não está confirmada, mas é possível que esteja relacionada com duas intervenções, uma de controlo de pragas e uma outra de lavagem de painéis realizadas no sábado.

A EDP já pediu  a intervenção do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge para identificar a origem do problema.

De acordo com INEM, é o segundo dia consecutivo em que os meios de socorro se deslocam ao local para tratar pessoas que se queixam de sintomas idênticos, situação que ocorre após ter sido realizada uma limpeza ao edifício no passado fim-de-semana.

A indicação que recebemos é que estariam 20 pessoas com queixas semelhantes às de ontem [segunda-feira]”, disse à Lusa fonte do INEM.

No local está uma ambulância de suporte de vida, uma outra ambulância do INEM e os sapadores bombeiros de Lisboa.

Funcionários da empresa disseram à TVI que as queixas neste edifício da EDP, onde opera um “contact center”, começaram no dia 24 de julho e ouve também queixas no dia 27 de julho. Os sintomas e as queixas intensificaram-se no dia de ontem, principalmente no 1º piso do edifício e hoje alastraram aos funcionários dos quatro pisos do prédio.

De acordo com Inês Pereira, repórter da TVI no local, apenas uma pessoa terá sido encaminhada para o hospital.

De acordo com a página dos bombeiros na internet, o alerta desta terça-feira foi dado às 14:59. Uma situação semelhante ocorreu na segunda-feira no mesmo local, de acordo com o INEM.

Numa resposta enviada à Lusa na segunda-feira, fonte oficial da EDP confirmou que, durante esse dia, o edifício tinha sido “evacuado de forma preventiva”, depois de “cinco pessoas terem sido reencaminhadas para o hospital com dores de cabeça, náuseas e irritação na pele”.

A mesma fonte explicou que no passado sábado foram realizadas duas intervenções no edifício da EDP do Parque das Nações - onde está o "contact center" - uma de controlo de pragas e uma outra de lavagem de painéis divisórias.

A EDP realçou que o comandante dos bombeiros aconselhou então a interdição do piso até hoje e que o local fosse pulverizado com água e posteriormente aspirado, “operação esta já realizada”.

Este procedimento de limpeza (de controlo de pragas e de lavagem de painéis divisórias) começou em junho (tendo sido iniciado no quarto piso).

Desde então tem-se procedido à lavagem de meio piso em cada fim de semana, processo que terminou no fim de semana passado com a lavagem do primeiro piso, afirmou a EDP.

Em relação aos restantes pisos, não houve “conhecimento de queixas de mau estar nos dias seguintes”, salientou a empresa.

De referir que não houve alterações de produtos e metodologias aplicados. Estes produtos são aplicados nesta e noutras instalações da EDP não havendo até à presente data relato de alguma ocorrência causada pela sua aplicação”, salientou a mesma fonte.

Na segunda-feira estiveram no local o INEM, a PSP, Proteção Civil e Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e na página dos bombeiros na internet estava registada uma ocorrência de verificação de cheiros.

A Lusa questionou hoje a EDP sobre a nova ocorrência, não tendo obtido resposta até ao momento.