O incêndio que deflagrou esta segunda-feira à tarde na periferia de Évora foi dominado pelos bombeiros cerca das 16:20, sem causar danos pessoais, nem atingir quaisquer habitações, disse à agência Lusa o comandante operacional distrital, José Ribeiro.

De acordo com o mesmo responsável, o fogo destruiu uma área ainda por calcular de pasto, mato, arvoredo e um palheiro, no alto de S. Bento de Cástris, onde se localizam algumas quintas e habitações, a cerca de dois quilómetros da cidade de Évora.

O combate às chamas, que envolveu três meios aéreos e mais de uma centena de operacionais, foi dificultado pelo vento e pela existência de muitas casas na zona, cuja defesa ocupou inicialmente os bombeiros, referiu.

O responsável pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora explicou que o vento motivou a propagação das chamas, que chegaram a lavrar em duas frentes.

As causas do incêndio estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária (PJ), que esteve durante a tarde no local a recolher vestígios e indícios, adiantou à Lusa fonte policial.

A mesma fonte frisou ser ainda "prematuro" indicar eventuais causas do fogo, cuja investigação é da competência da PJ.

Depois de dominarem o fogo, de acordo com José Ribeiro, os bombeiros vão permanecer na área afetada para as operações de rescaldo, que prevê "demoradas".

O alerta foi dado às 13:43, tendo o combate mobilizado um total de 169 operacionais e 52 viaturas das várias corporações de bombeiros da região, com o auxílio de um helicóptero e de dois aviões bombardeiros.

O fogo condicionou o trânsito na zona, incluindo na estrada que liga Évora à vila de Arraiolos.