[notícia atualizada às 23:00]

O incêndio em Gondomar, que lavrava desde as 10:22, foi dado como dominado às 23 horas. Até ao pôr-do-sol, sete aviões bombardeiros ajudaram os bombeiros a reduzir as quatro frentes ativas do fogo para duas.

Três bombeiros tiveram de ser assistidos, uma casa desabitada ardeu, várias pessoas foram retiradas de casas em perigo e o concelho de Gondomar chegou a ficar quase sem acessos.

Segundo o Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Sul, Elísio Oliveira, pelas 20:00 50% do fogo estava já dominado, mantendo-se duas frentes ativas, uma das quais junto a habitações.

«O problema é a frente entre o Covelo e a Lixa, ode há uma série de povoações, mas os bombeiros estão colocados de forma a não permitir que os incêndios atinjam as habitações», assegurou o responsável.

A outra frente de fogo situava-se em Jancido, «onde o incêndio começou», havendo também alguma preocupação junto à autoestrada 41.

O fogo que começou esta manhã (10:22) e atingiu sobretudo as freguesias de Foz do Sousa e Covelo, concelho de Gondomar, foi combatido por «268 operacionais, apoiados por 75 veículos e 7 meios aéreos, incluindo aviões bombardeiros pesados», indicou o comandante, dando conta do apoio de corporações vindas de Lisboa e Leiria.

Há o registo durante o dia de hoje de que foram assistidos nove civis, três dos quais conduzidos a unidades hospitalares, «mas nenhuma situação inspira cuidados».

Foram também assistidos três bombeiros por causa da inalação de fumo e do cansaço.

Segundo Elísio Oliveira, o grande problema deste incêndio, que chegou a ter «quatro grandes frentes», foi «o comportamento eruptivo do incêndio numa área densamente habitada».

«Foi um incêndio bastante violento visto rondar vários aglomerados populacionais. O incêndio espalhou-se por diferentes pontos e quatro grandes frentes desenvolveram-se», explicou.

O comandante alertou para a existência de um número superior a 300 ocorrências diárias, a maioria das quais concentradas no distrito do Porto.

«Neste momento, de 336 ocorrências ativas, 121 são no distrito do Porto. É uma situação complicada», lamentou o também comandante do destacamento do sul da Proteção Civil Nacional, justificando a decisão do comandante nacional da Proteção Civil de o indicar para assumir o comando deste incêndio.

O responsável explicou que desta forma o comandante distrital do Porto ficou liberto para coordenar todas as outras ocorrências no distrito.

Em relação ao incêndio de Gondomar, o comandante informou que as tripulações estão a ser rendidas, que os meios aéreos deixaram o local ao pôr-do-sol, que existe ainda «bastante trabalho pela frente», mas acredita que «nas próximas horas a situação será resolvida».

Apesar disso, admite que «ao longo de toda a noite o trabalho será difícil e o vento vai ser um forte adversário», prevendo-se vento leste a rondar os 30 quilómetros por hora, disse o comandante.