O número de mortos dos fogos de outubro pode ser superior ao avançado pelas autoridades. De acordo com a lista oficial de mortos nos incêndios dos dias 15 e 16 de outubro, divulgada pelo Governo, há 45 vítimas mortais. Mas podem ser 48.

De acordo com o Jornal de Notícias, há mais três vítimas que não foram contabilizados pelas autoridades e que as famílias garantem que morreram nos fogos.

Paulo Rocha, de 94 anos, Joaquim Costa, de 66, e Maria Oliveira, de 85, são os três casos que, segundo o jornal, não estão contabilizados pelo Executivo.

O idoso de 94 anos morreu em Oliveira de Frades na noite de 15 de outubro, vítima de um AVC. O filho andava a combater as chamas que ameaçavam a casa onde viviam quando Paulo Rocha se sentiu mal. O socorro demorou a chegar e o idoso viria a morrer, no dia seguinte, no hospital de Viseu. O filho já denunciou a omissão ao Ministério Público.

Por sua vez, Joaquim Costa andou a combater as chamas que ameaçavam a habitação onde vivia com a mulher. Acabaram por fugir para o largo da aldeia, onde estava refugiada a população. Foi lá que sentiu mal, às duas da manhã. O socorro chegou depois das cinco e o sexagenário viria a falecer no hospital. 

Maria da Encarnação Oliveira é a terceira vítima que não conta da listagem oficial. Estava recolhida na casa de uma sobrinha e assustou-se com a proximidade das chamas. Sofreu uma queda mortal quando procurava refúgio na cave. 

A TVI24 contactou a Procuradoria-Geral da República e o Ministério da Justiça sobre o caso, mas até ao momento não obteve resposta.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.