O distrito de Viana do Castelo registou, esta quinta-feira, mais de 400 queimadas, duas das quais deram origem a incêndios florestais, um dia depois do fim do período crítico de defesa da floresta, disse esta quinta-feira à Lusa a proteção civil.

O período crítico de incêndios, que prevê a proibição de lançar foguetes e fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais devido às condições meteorológicas, terminou na quarta-feira.

De acordo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), de Viana do Castelo, esta quinta-feira "entre as 05:00 e 10:00 registaram-se mais de 200 queimadas, número que cerca das 18:30 ultrapassava as 400".

A mesma fonte adiantou que "o número total de queimadas pode ser superior, já que as 400 dizem respeito às que foram reportadas à proteção civil".

Segundo a fonte "duas queimadas acabaram por resultar em incêndio, nas freguesias de Freixo e Friestelas, ambas no concelho de Ponte de Lima".

No final de outubro, o Governo decidiu prorrogar até 15 de novembro o período crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, decisão justificada pelas "circunstâncias meteorológicas excecionais".

Até quarta-feira, era proibido, nos espaços agrícolas e florestais, fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimadas e lançar foguetes e balões de mecha acesa, além de fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas, e fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não tenham extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Este foi o terceiro prolongamento feito este ano do período crítico de incêndios, que inicialmente estava previsto para terminar a 30 de setembro.