O Ministério da Administração Interna reagiu, esta quarta-feira, à reportagem da TVI "Negócio dos Kamov", afirmando, em comunicado, que "a contratação dos três helicópteros pesados de combate a incêndios em 2018 foi precedida de consulta a nove operadores". 

A TVI noticiou esta terça-feira que os três helicópteros Kamov que estão a combater os fogos esta época foram alugados pelo Estado português à Heliportugal por adjudicação directa, pelo valor de 3,650 milhões euros. Este valor significa que o Estado paga cerca de 12 mil euros por cada hora de voo, quando o contrato anterior, com a Everjets, denunciado em maio deste ano, previa um custo de quase metade, cerca de cinco mil euros por hora de voo.

Agora, a tutela lembrou que "a Autoridade Nacional de Proteção Civil teve de contratar estas três aeronaves porque a empresa que assegurava a operação e manutenção dos helicópteros KAMOV do Estado não cumpriu o contrato, celebrado em 2015, tendo o mesmo sido resolvido definitivamente em maio 2018".

 

O mesmo documento refere que "no que diz respeito ao preço, não é possível comparar contratos plurianuais de remuneração garantida em que os helicópteros são propriedade do Estado com contratos de curta duração, para o período crítico de combate a incêndios, em que aeronaves, operação e manutenção são contratadas a terceiros. Sublinha-se que esta circunstância não seria necessária se o Estado pudesse dispor dos seus meios próprios, o que não sucedeu pelos factos já referidos e que motivaram a resolução do contrato e o acionamento da via contenciosa".