Os incêndios na Madeira acalmaram com o baixar da temperatura, existindo ainda um foco ativo, mas controlado na Calheta e equipas de prevenção no Porto Moniz, a norte, e no Funchal, para evitar reacendimentos.

Quarenta e oito efetivos de quatro corporações da região (Calheta, São Vicente e Porto Moniz, Ribeira Brava e Voluntários Madeirenses) enfrentam as chamas, apoiados por 77 operacionais da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) que foram enviados para a região.

Na freguesia dos Prazeres, concelho da Calheta, mantém-se ativo o foco de incêndio que, como disse o presidente da câmara local, Carlos Teles, esta manhã, à Lusa, recebeu um reforço de meios humanos para refrescar os bombeiros que estão no terreno.

Continuamos com uma frente de incêndio na zona alta da freguesia e tenho a notícia de que vamos receber novos reforços por parte da Proteção Civil, no sentido de reforçar o contingente que temos no terreno, mas também para refrescar e renovar as equipas que estão no terreno”, desde terça-feira à noite, adiantou.

Os incêndios na Calheta afetaram o abastecimento das estações de tratamento de água e, por isso, a autarquia tinha apelado à população para que a poupasse, sob pena de poderem ficar sem água potável, situação que o autarca garantiu estar já resolvida.

A norte, no concelho do Porto Moniz, e de acordo com fonte dos bombeiros locais, mantém-se a preocupação para que o fogo não se propague a outros locais, estando, neste momento, "a serem usadas máquinas pesadas para criar aceiros e evitar situações mais complicadas", adiantou a mesma fonte.

Já na cidade do Funchal, mantêm-se as equipas de bombeiros em prevenção apenas para evitar reacendimentos, também segundo fonte dos bombeiros locais.

Os incêndios registados no concelho do Funchal provocaram três mortos e a destruição em edifícios públicos e privados avaliados em 55 milhões de euros.

As chamas obrigaram à evacuação de casas, hospitais, lares, hotéis e outros espaços.

As autoridades ainda estão a contabilizar danos e a definir formas de resolver os casos dos cerca de mil desalojados.

Um grupo de imigrantes portugueses nos Estados Unidos juntou-se para ajudar as vítimas dos fogos da Madeira através da delegação do arquipélago da Cruz Vermelha.

Operadores turísticos mantêm operações na Madeira 

Os incêndios não dissuadiram os turistas de visitar a Madeira, não se registando cancelamentos nem regressos antecipados em números relevantes, segundo a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

“Os operadores turísticos estrangeiros e nacionais com programação para a Madeira mantêm inalteradas as suas operações, não se tendo registado nem cancelamentos, nem regressos antecipados de turistas, em número que coloque em causa o sucesso deste destino turístico”, indicou a APAVT, sem revelar mais detalhes.

De acordo com as informações recolhidas pela APAVT junto dos seus associados, “a atividade turística regressou praticamente à normalidade na Madeira”.