Um incêndio florestal lavrou no concelho de Valongo, distrito do Porto, e as chamas estiveram muito perto da aldeia de Couce. Fonte oficial disse à Lusa que a aldeia ficou livre de perigo.

Em declarações à Lusa pelas 18:30, Bruno Fonseca, comandante da Corporação de Bombeiros de Valongo, explicou que apesar de o incêndio continuar ativo em duas frentes, a aldeia de Couce “está fora de perigo, com uma defesa perimétrica” e com as habitações a serem protegidas.

A aldeia de Couce está localizada entre duas serras, de Santa Justa e Pias.

No local estiveram “110 homens”, apoiados com “26 veículos”, contabilizou o comandante.

O alerta do incêndio em Valongo foi dado pelas 14:27 e no início teve três frentes ativas.

Em Soure, dois incêndios que deflagraram esta tarde foram combatidos por mais de 300 operacionais, apoiados por perto de uma centena de viaturas e oito meios aéreos.

O fogo que teve início pelas 14:50, na zona de Santo Izidro, na freguesia Gesteira e Brunhós, concelho de Soure, está a ser combatido por 264 operacionais, 68 veículos e quatro meios aéreos, mas “está dominado”, disse à agência Lusa, pelas 18:20, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra.

Cerca de meia hora antes, às 17:45, as chamas eram combatidas por 282 operacionais, apoiados por 76 viaturas e oito meios aéreos, de acordo com a informação disponibilizada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil na sua página da internet.

O incêndio, que deflagrou pouco depois das 15:30, igualmente em povoamento florestal, na zona de Formigal e Barreira, na freguesia de Vinha da Rainha, também no concelho de Soure, está a ser combatido por 69 operacionais, 20 viaturas e quatro meios aéreos, disse a fonte do CDOS.

“Para além da perda da floresta”, estes dois incêndios não provocaram “outro tipo de prejuízos”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Soure, Mário Jorge Nunes, que ainda não tem uma estimativa da área que já terá sido queimada.

“A boa intervenção dos bombeiros” e dos meios aéreos, designadamente de dois aviões e um helicóptero pesados, explicam o facto de os incêndios não terem atingidos maiores proporções, acredita o autarca, sublinhando que a temperatura e ventos registados na tarde de hoje na região de Soure contribuíram para a rápida propagação das chamas.