O incêndio que hoje de manhã deflagrou numa fábrica de calçado em Cucujães, em Oliveira de Azeméis, alastrou a uma outra unidade fabril, com as duas a serem consumidas pelas chamas.

Segundo Paulo Vitória, comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis, o fogo, que terá tido início na fábrica Perfa e alastrou à Fernanda Oliveira, Lda., foi dominado pelas 12 horas.

“Quando chegámos ao local, a fábrica estava totalmente tomada pelo fogo. Fizemos o combate dentro do possível”, disse, acrescentando que as duas unidades fabris, situadas na rua do Progresso, na zona Industrial do Monte Meão, ficaram “totalmente destruídas”.

Questionado pelos jornalistas sobre o que terá acontecido para ter sido rápida a propagação das chamas, o comandante respondeu que “o alerta foi tardio” e o nevoeiro na zona “também não permitiu identificar o fumo”.

O alerta foi dado às 07:10.

Presente no local, o presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, afirmou aos jornalistas que a Perfa emprega 15 pessoas e a Fernanda Oliveira, Lda. cerca de 80.

O autarca referiu que a fábrica Perfa tinha retomado a sua atividade laboral “há dois dias”, enquanto a outra ainda se encontra em período de férias.

Bocas de incêndio junto às fábricas sem caudal suficiente

O comandante dos Bombeiros disse ainda que as bocas de incêndio disponíveis não tinham caudal de água suficiente.

"Testámos duas bocas-de-incêndio e o caudal de água era insuficiente para garantir a eficácia das manobras de combate ao fogo", afirmou à Lusa Paulo Vitória, adiantando que os bombeiros apenas utilizaram “a água dos tanques-cisterna” e tiveram que “ir abastecer ao centro da cidade", que fica a cerca de cinco quilómetros.

Contactado pela Lusa, um dos administradores da concessionária Indáqua, Pedro Perdigão, declarou: "O que posso dizer nesta altura é que não houve nenhum problema de funcionamento no abastecimento da rede de água. Pode ter havido alguma falha num marco de incêndio, mas na zona havia outros que podiam ter sido utilizados".

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, realçou que "houve sempre água", mas confirmou que "o caudal não tinha pressão correspondente à dos tanques dos bombeiros".

Para o comandante da corporação local, o problema será "responsabilidade da Indáqua", que é a entidade à qual o município de Oliveira de Azeméis concessionou a gestão da rede de água local.