O Ministério da Defesa e as Forças Armadas estão disponíveis para ajudar ou reforçar a ajuda que já dão no combate aos incêndios, desde que tal seja solicitado pela autoridade competente, disse hoje à Lusa fonte oficial da tutela.

«O Ministério da Defesa Nacional e as Forças Armadas Portuguesas estão disponíveis para ajudar no que for possível, ou reforçar o apoio já existente, desde que essa ajuda seja solicitada pela autoridade competente [que coordena o combate aos incêndios]», afirmou hoje fonte oficial da tutela, em declarações à Lusa.

A mesma fonte explicou que cabe à Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) «solicitar e coordenar» os meios das Forças Armadas, que, garantiu, «estão à disposição das populações».

De acordo com dados do Ministério da Defesa, fornecidos à agência Lusa, o exército já empenhou nas operações de combate aos incêndios florestais do verão deste ano cerca de 950 militares e 130 viaturas.

Neste momento, no âmbito do apoio que o Exército tem prestado à ANPC no combate aos fogos florestais, tem empenhados 69 militares e 12 viaturas em operações de consolidação, vigilância ativa e colaboração com as autoridades locais, nas regiões de Ponte de Lima (Viana do Castelo), Vila Pouca de Aguiar (Vila Real) e Serra do Caramulo/Tondela (Viseu).

Além destes meios e efetivos, há ainda militares e meios empenhados em ações de patrulhamento e vigilância física no continente e no arquipélago da Madeira, num total de 1.716 militares e 468 viaturas.

Além dos meios e operacionais disponibilizados pelo Exército, a Força Aérea empenhou, sempre a pedido da ANPC, um helicóptero para apoiar as operações de combate aos incêndios que deflagraram no distrito de Viseu, bem como as suas bases militares do Montijo, Beja e Monte Real e o aeródromo de Ovar para o reabastecimento e estacionamento dos meios aéreos durante o combate aos fogos.

Já a Marinha, através dos Fuzileiros, faz o patrulhamento e vigilância do Parque Natural da Serra da Arrábida, com vista à prevenção de incêndios naquela área protegida.