A ministra da Administração Interna disse ao final desta quarta-feira que lavraVAm nessa altura 184 incêndios, sendo os casos mais graves os de Vila do Rei e Mação, este último de maior dimensão, com um reforço previsto "até 1.000 operacionais".

Constança Urbano de Sousa falava na sede da Proteção Civil. Lembrou que no combate às chamas em Vila do Rei, no distrito de Castelo Branco, estão mobilizados 420 operacionais e em Mação, no distrito de Santarém, 720 operacioanis.

A governante lembrou que durante o dia de quarta-feira estiveram destacados para o incêndio de Mação 14 meios áereos, que deixaram de operar devido ao cair da noite, e sublinhou as "grandes dificuladdes" no combate ao fogo nesta região do país.

O fogo em Mação está a progredir para sul e atingiu já o concelho vizinho de Abrantes, onde já estiveram ativos outros incêndios.

91 detenções

A ministra revelou também que foram já feitas 91 detenções por suspeita de fogo posto, considerando que “a maior parte [da origem dos incêndios] deve-se à ação humana negligente ou intencional”, apesar de ter havido reforço da vigilância, nomeadamente por parte da GNR e de elementos das Forças Armadas.

A maior parte dos incêndios devem-se seguramente à ação humana, seja negligente seja dolosa. Este ano já tivemos o número recorde de 91 detenções”, reforçou.

Questionada pelos jornalistas, a ministra da Administração Interna afirmou que é “prematuro falar em crime organizado”, na base destes fogos, estando as situações ainda sob investigação da GNR e da PJ.

A governante adiantou que Portugal está neste últimos dias a receber ajuda de Espanha, com duas equipas de 200 operacionais, provenientes de Madrid, bem como uma equipa e uma aeronave Cannadair proveniente do Reino de Marrocos.