Quase 200 bombeiros estiveram, durante várias horas deste domingo, a combater um incêndio florestal no distrito de Guarda.

O incêndio em mato que lavrava no distrito da Guarda foi dominado, cerca de dez horas depois do início, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O incêndio começou às 01:14 na localidade de Vila Cortês do Mondego, na Guarda, e chegou a ter duas frentes ativas.

A ANPC adianta que no local ainda estão 200 operacionais, 60 viaturas e dois meios aéreos.

O fogo, que deflagrou a cerca de 15 quilómetros da cidade, chegou a ameaçar a aldeia da Rapa e algumas quintas dispersas, mas o perigo acabou por passar sem ter provocado quaisquer danos materiais.

O incêndio lavrou numa zona de mato, está a ser combatido por 200 operacionais, apoiados por 60 meios terrestres. Há ainda dois meios aéreos envolvidos.

Também já foi dominado o incêndio em povoamento florestal, que lavrava desde 05:55 na localidade de Talhadas, concelho de Sever do Vouga, distrito de Aveiro.

Neste fogo, ainda se encontram 47 operacionais e 17 meios terrestres.

A ANPC refere que, às 11:30, estavam em curso 90 incêndios florestais que mobilizavam um total de 1.416 operacionais, 361 viaturas e 10 meios aéreos, sendo o distrito do Porto com maior número de fogos, 40.

Muitos concelhos em risco máximo de incêndio

Dezoito concelhos dos distritos de Santarém, Guarda, Castelo Branco, Leiria e Coimbra apresentam hoje o risco ‘Máximo’ de incêndio, segundo informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou em risco ‘Máximo’ de incêndio os concelhos de Mação e Sardoal (Santarém), Sertã e Oleiros e Vila de Rei (Castelo Branco), Góis, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo e Arganil (Coimbra), Sabugal, Guarda, Celorico da Beira, Trancoso, Fornos de Algodres e Aguiar da Beira (Guarda), Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos (Leiria).

Em risco ‘Muito Elevado’ e ‘Elevado’ de incêndio estão vários concelhos de todos os distritos (18) de Portugal continental.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre ‘Reduzido' e 'Máximo'.

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia, relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

2.500 fogos em menos de um mês

Cerca de 2.500 fogos registaram-se desde o início da fase mais crítica em incêndios florestais, que começou a 1 de julho, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Dados da ANPC, enviados à agência Lusa, indicam que, entre 01 de julho e sábado, deflagram 2.513 incêndios florestais, que foram combatidos por 53.893 operacionais, 13.566 meios e terrestres e 1.057 meios aéreos.

O Porto foi o distrito com mais ocorrências de fogo, registando 654, seguido de Braga (265), Lisboa (223), Aveiro (208).

Já Portalegre foi o distrito com o menor número de incêndios entre 01 de julho e sábado, tendo registado 35, de acordo com a Proteção Civil.

A ANPC adianta que, no sábado, deflagraram 178 fogos, que foram combatidos por 3.887 operacionais, 956 viaturas e 86 meios aéreos.