O incêndio que lavra em S. Pedro do Sul, no distrito de Viseu, está dominado desde esta segunda-feira de manhã, depois de se ter iniciado há uma semana, no distrito de Aveiro.

O fogo está a ser combatido, às 16:00, por 747 operacionais, apoiados por 249 meios terrestres e cinco meios aéreos.

Um outro incêndio de alguma dimensão, que se iniciou no domingo na localidade de Castro Laboreiro, no Parque Nacional Peneda Gerês, no concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo, foi dado como dominado, pelos bombeiros, mas devido ao vento forte que se faz sentir na região voltou a reativar.

No combate às chamas permanecem envolvidos 82 operacionais apoiados por 29 meios terrestres e cinco meios aéreos. 

A Proteção Civil destaca na página como “ocorrências importantes” os fogos com duração superior a três horas e com mais de 15 meios de proteção e socorro envolvidos, mas apenas contempla os incidentes do continente, já que as regiões autónomas têm serviços próprios nesta área.

S. Pedro do Sul ainda mobiliza muitos meios

O incêndio que lavra em S. Pedro do Sul, distrito de Viseu, iniciado há uma semana, é aquele que ainda mobiliza mais meios apesar de já estar dominado.

A informação disponível na página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), cerca das 16:00, refere a existência em Portugal Continental de 62 incêndios, onde estão 2153 operacionais, com 671 meios terrestres e 24 meios aéreos. Em Viana do Castelo registam-se 13 ocorrências, em Aveiro 12 e no Porto 9.

Às 16:00 a ANPC destaca apenas uma grande ocorrências a nível nacional: o incêndio em Melgaço, Viana do castelo.

Já o incêndio de S. Pedro do Sul que durou vários dias foi, finalmente, dado como dominado pelas autoridades. 

Recorde-se que o fogo deflagrou na tarde do dia 08 de agosto, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro, mas deslocou-se para o concelho vizinho, de S. Pedro do Sul, onde já destruiu vasta área de mato e de floresta, e levou à retirada de habitantes de várias povoações.

No final da noite de domingo, o presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, disse que a situação estava controlada, o que não significava que não houvesse reacendimentos.

As condições meteorológicas podem ser menos adversas hoje e a expectativa mantinha-se relativamente ao vento, mas o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) aponta ainda para um risco de incêndio muito elevado nesta zona.

O presidente da Câmara Municipal de S. Pedro do Sul dizia no final da noite que "o concelho tem 250 quilómetros quadrados. A área que está ardida é muito grande, provavelmente equiparada a um terço ou um quarto" do seu total.