A Câmara Municipal de Arouca anunciou que os Passadiços do Paiva parcialmente destruídos pelo incêndio da semana passada reabrem ao público esta sexta-feira em metade da sua extensão, no troço entre a Espiunca e a Praia do Vau.

O presidente da autarquia adiantou, esta quarta-feira, à Lusa que já foi garantida a segurança dessa parcela do percurso suspenso sobre as margens do rio Paiva, pelo que os seus visitantes podem agora retomar o passeio numa distância de quatro quilómetros, que representa sensivelmente metade do trajeto antes disponível ao público.

Esta extensão dos passadiços não apresenta qualquer risco e implicou apenas uma reorganização logística, de forma a que a entrada dos visitantes passe a processar-se apenas pela zona da Espiunca", explica José Artur Neves.

"O percurso será mais curto do que era habitual, mas continua a incluir algumas das áreas mais interessantes do passeio, como a praia fluvial do Vau e a ponte pênsil em corda, que atravessa o rio de uma margem à outra", realça o autarca.

O preço de acesso à estrutura inaugurada em junho de 2015 mantém-se em um euro por pessoa e obriga a marcação antecipada online na Central de Reservas dos Passadiços do Paiva - que, tendo sido encerrada a semana passada por altura do incêndio que destruiu 170 dos 328 quilómetros quadrados do concelho, também regressará ao seu normal funcionamento esta quinta-feira.

Quanto à restante extensão do percurso, o presidente da Câmara ainda não tem data definida para a sua reabertura, mas está já em negociações com o empreiteiro responsável pela obra com vista à reedificação das áreas queimadas do passadiço.

Essa intervenção irá abranger os 700 metros consumidos pelas chamas na semana passada e aplicar-se-á não apenas aos troços de nível mais plano do passadiço, mas também à escadaria que, tendo sido construída de raiz no extremo da Praia do Areinho após um incêndio em setembro de 2015, já foi agora totalmente destruída pelo fogo.

Essa parte do trajeto implica mais cuidados, porque o incêndio afetou a estabilidade das pedras e temos que avaliar muito bem a segurança das escarpas para evitar riscos de derrocada, sobretudo no inverno, com as chuvas", afirma José Artur Neves.

"Deve ser coisa para ainda demorar uns meses e só depois disso é que permitiremos o acesso à extensão total da estrutura", revela.