Três incêndios que deflagraram este domingo à tarde no concelho de Mangualde, distrito de Viseu, mobilizavam, às 22:40, 393 operacionais, apoiados por 116 viaturas. Durante o dia também foram apoiados por cinco meios aéreos, obrigados a recolher com a chegada da noite.

Segundo a página na internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), os três incêndios começaram num intervalo de tempo curto - de 17 minutos -, entre as 15:52 e as 16:09, nas freguesias de Abrunhosa-a-Velha, Cunha Baixa e Santiago de Cassurrães e Póvoa de Cervães.

Por volta da meia noite, uma das frentes já estava dominada, mas a mais preocupante era a de Aldeia Nova, constatou a jornalista da TVI no local, Andreia Marques.

Algumas localidades estiveram ameaçadas pelas chamas, uma casa de segunda habitação ficou destruída e pessoas da zona de Contenças de Cima tiveram de ser retiradas na sequência dos incêndios em Mangualde, informou o presidente do município.

De acordo com o presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo, as localidades de Santiago de Cassurrães, Póvoa de Cervães, Abrunhosa-a-Velha, Póvoa de Cervães, Cunha Baixa e Abrunhosa do Mato "estiveram ameaçadas pelas chamas", sendo que foram evacuadas "algumas pessoas" de uma zona da aldeia de Contenças de Cima.

"Já ardeu uma casa de segunda habitação, entre Póvoa de Cervães e Abrunhosa-a-Velha", disse à agência Lusa João Azevedo, referindo ainda que se registaram danos "em zonas e equipamento agrícola".

Por volta das 23:00, o autarca dizia que os fogos continuavam ativos, mas situação "era menos aflitiva" do que há algumas horas.

"Estamos ainda em fase de combate e também de prevenção de novas situações. Ainda não está controlado", disse o presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo, referindo que, de momento, vive-se uma situação "menos aflitiva".

Segundo João Azevedo, com o chegar da noite e depois de horas de combate às chamas, o perigo de o incêndio se aproximar de localidades é menor.

No entanto, "tudo pode mudar, se houver mudanças mais fortes em relação ao vento", notou o autarca, sublinhando que o terreno onde as chamas lavram é "acessível" para o combate.

"Estão muitos meios no terreno. Estamos a tentar resolver de uma forma eficaz toda esta tragédia", frisou o autarca.

Na zona de Mangualde, a estrada nacional 232 está cortada entre as localidades de Mourilhe e Contenças de Baixo.