O incêndio de Monchique, que lavra há seis dias, continua com duas frentes ativas. O fogo já chegou aos concelhos vizinhos de Silves e Portimão.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), às 07:30, mais de 1400 homens combatiam as chamas, apoiados por mais de 400 viaturas.

Durante a noite, apesar das baixas temperaturas e da humidade elevada, o vento forte fez com que houvesse novos reacendimentos.

Na terça-feira, a coordenação das operações passou para o comando nacional da proteção civil.

A segundo comandante nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar afirmou, em conferência de imprensa, na terça-feira que o combate ao fogo ia ter uma forma mais robusta. De acordo com a responsável, não se trata de uma nova estratégia, "mas sim de uma utilização mais robusta, nomeadamente das máquinas de rasto".

O presidente da Câmara de Monchique, Rui André, disse que, desde sexta-feira, foram deslocadas 224 pessoas no concelho, que foram encaminhadas para sete locais de acolhimento.

Sabe-se que também foram retiradas pessoas de localidades de Silves e Portimão.

Há 29 feridos ligeiros e um ferido grave, com prognóstico favorável.

O incêndio já destruiu casas e muitas viaturas. O ministro do Ambiente lembrou esta terça-feira, em Abrantes, a criação o ano passado do programa 'Porta de Entrada', para assegurar que a reconstrução das habitações atingidas pelas chamas vai ser apoiada pelo Governo.

Segundo o Sistema de Emergência da União Europeia, arderam já 17 mil hectares.

A Polícia Judiciária e o Ministério Público estão no terreno a investigar este incêndio.