(ACTUALIZADA ÀS 14:30)

Cerca de 160 bombeiros, 46 viaturas e dois helicópteros pesados estavam mobilizados às 12:05 para o combate ao grande incêndio que lavra na serra do Marão, onde as autoridades ponderam fazer um contra-fogo para travar as chamas, refere a Lusa.

No local, na zona do Ramalhoso (Amarante), estão também quatro equipas de sapadores florestais e dois grupos de análise e uso de fogo, esperando-se a chegada da governadora civil e do comandante operacional do Porto, Maria Isabel Oneto e Teixeira Leite.

Segundo este responsável, estão accionados todos os meios disponíveis, mas, devido à época do ano, não há meios aéreos organizados em dispositivo no país, uma situação que está a preocupar as autoridades, tal como o facto de as chamas, que já destruíram algumas plantações, terem entrado numa zona de pinhal.

Os bombeiros ponderam agora fazer um contra-fogo para travar esta frente, uma vez que os maus acessos e o vento forte estão a dificultar o combate ao incêndio, que está a progredir em direcção à povoação de Póvoa, em Ansiães.

Ainda assim, a localidade não corre perigo, uma vez que estão a uma distância de quatro a cinco quilómetros.

O presidente da Câmara de Amarante, Armindo Abreu, subscreveu hoje as suspeitas das autoridades de origem criminosa no fogo que lavra na Serra do Marão mas rejeitou a ideia de que os pastores sejam os principais suspeitos.

O autarca afirmou que os pastores são muitas vezes acusados «sem sentido» por acenderem queimadas para o rejuvenescimento dos pastos, sobretudo em ocasiões em que vários incêndios lavram em diferentes zonas do país.

Armindo Abreu referiu que as autoridades duvidam se o fogo que deflagrou hoje de madrugada na serra do Marão é um reacendimento do incêndio de terça-feira, também no Ramalhoso, ou um novo incêndio, mas lembrou que não há pastoreio na área atingida.

«Pela forma e a hora como as chamas deflagraram e pelo facto de não ser uma zona de pastoreio, deduz-se que há aqui mão criminosa», disse o responsável, que considera o caso «estranho» e pede uma investigação aprofundada.

Entretanto, fonte da Protecção Civil adiantou que o incêndio de terça-feira está a ser investigado pela Polícia Judiciária, depois de alguns cidadãos terem testemunhado «rebentamentos» no Ramalhoso.

«Várias pessoas ouviram estampidos em vários locais», referiu.