O incêndio que deflagrou no concelho de Monção pelas 20:20 de sábado e foi dado como extinto exatamente dois dias depois consumiu mais de 6.000 hectares de floresta, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara local.

Augusto Domingues sublinhou tratar-se de um "balanço provisório", adiantando que nesse levantamento constam os prejuízos materiais causados pelas chamas como a "destruição de uma primeira habitação em Merufe, freguesia onde teve início o incêndio, cerca de 35 a 40 estruturas, entre anexos, estábulos e outro tipo de edificações relacionadas com a atividade agrícola".

Os residentes na casa que ardeu não ficaram desalojados porque têm uma outra residência", afirmou o autarca socialista, sublinhando que o fogo "matou muitos animais e causou danos em várias estradas", destacando a Estrada Nacional 202, no troço que atravessa a freguesia de Barbeita, "uma das mais afetadas pelo incêndio".

No fim de semana 20 freguesias de Monção, distrito de Viana do Castelo, foram afetadas por focos de incêndio, de menor ou maior intensidade".

Este ano, os incêndios já destruíram em Portugal mais de 316.100 hectares, segundo o sistema da Comissão Europeia, que aponta para quase 54.000 hectares queimados só no domingo, o pior dia do ano em número de fogos.