incêndio que está a lavrar em S. Pedro do Sul, distrito de Viseu, provocou ferimentos graves num sapador florestal do agrupamento de empresas papeleiras AFOCELCA.

A vítima faz parte de um contingente de homens que estava a combater as chamas na serra da Arada, tendo sido transferido do Hospital de Viseu para os Hospitais da Universidade de Coimbra, dada a gravidade do seu estado.

Fonte da Unidade de Queimados do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) disse esta noite, à agência Lusa, que o sapador florestal sofreu ferimentos graves e está com “prognóstico muito reservado”, sem adiantar “mais indicações”.

Cinco aldeias em alerta

Cerca de 25 pessoas foram retiradas de quatro aldeias em São Pedro do Sul, por causa dos incêndios, com algumas a serem encaminhadas para casa de familiares, havendo outras cinco aldeias em alerta, adiantou o presidente da câmara.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de São Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, adiantou que foi necessário evacuar as aldeias de Fujaco e Açores, no concelho, por volta das 19:00, tendo sido retiradas 15 pessoas, que foram encaminhadas para o Centro Social do Sul.

De acordo com Vitor Figueiredo, a maior parte destas pessoas foi posteriormente levada para casa de familiares, havendo apenas duas pessoas que continuam no centro social.

O autarca adiantou que foram depois retirados cerca de dez habitantes de Posmil e de Sá, que foram encaminhados para o Centro Social de São Martinho das Moitas.

Vitor Figueiredo disse que estas quatro aldeias já não estão ameaçadas pelas chamas, ao contrário das povoações de Pesos, Oliveira, Sul, Leiradas e Aldeia, cuja situação é mais preocupante e estão, por isso, em alerta, apesar de ainda não ter sido necessário retirar os habitantes.

O incêndio no concelho de São Pedro do Sul resultou do alastrar das chamas do fogo que arde em Arouca (distrito de Aveiro), desde o início da tarde de segunda-feira, 8 de agosto, sendo um dos que mais meios tem mobilizado.

De acordo com a página da Proteção Civil, as chamas em Arouca estão a ser combatidas por mais de 780 de operacionais, apoiados por cerca de 250 meios terrestres.

Durante o dia de sábado, chegaram a atuar, em simultâneo, dez meios aéreos neste incêndio.

Três incêndios dão trabalho noite dentro

Pela 1:20, eram três os incêndios de grandes dimensões que lavravam no território continental, mobilizando cerca de 1.100 operacionais: em São Pedro do Sul, Viseu, em Salvaterra de Magos, Santarém, e em Alijó, Vila Real.

Os incêndios de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, e de Albergaria-a-Velha/Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, encontravam-se então em "fase de resolução", de acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, na internet.

Àquela hora mantinham-se ativos 40 incêndios florestais, no total, cujo combate envolvia perto de 2300 operacionais e cerca de 750 meios terrestres.

As estimativas do sistema europeu de informação sobre fogos florestais (EFFIS, na sigla em inglês), da Comissão Europeia, apontam para uma área ardida de cerca de 116.017 hectares na semana terminada na sexta-feira, em Portugal.

Até 5 de agosto, tinham ardido 85.146 hectares em Portugal, uma área que tinha mais do que duplicado uma semana depois, ou seja, durante oito dias ardeu quase o dobro do total da área destruída pelos incêndios, desde o início do ano até à primeira semana de agosto, segundo o EFFIS.

FOTOS E VÍDEO EU VI