O combate ao fogo da Sertã, distrito de Castelo Branco, levou à retirada de 158 pessoas das habitações, nesta segunda-feira. Às 22:47, o incêndio estava a ser dificultado pelo vento e obrigou a reforçar meios, informou fonte da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).

O incêndio está a arder com muita complexidade e muita violência e o combate não está a ser facilitado pelo vento, que está a gerar novos focos de incêndios", afirmou à agência Lusa Patrícia Gaspar, adjunta de operações da ANPC.

O fogo, que pelas 19:00 estava a ser combatido por 731 operacionais, 234 veículos e 12 meios aéreos, mobilizava 995 homens e 322 veículos às 22:47.

O incêndio, que mantém três frentes ativas, deflagrou no domingo na Sertã (distrito de Castelo Branco) e alastrou-se a Mação (Santarém) e Proença-a-Nova (Castelo Branco).

À tarde, Patrícia Gaspar disse que, na Sertã, a evacuação de aldeias afetou as povoações de Pereiro (26 habitantes retirados), de Feiteira (26), de Galela (52) e de Roqueira (31).

A responsável frisou que o combate a este fogo tem sido “uma operação muito complexa” por causa do vento.

A dificultar o trabalho dos bombeiros estave também o facto de existirem aldeias e povoamento dispersos na zona do incêndio, pelo que os operacionais no terreno têm-se empenhado em garantir “proteção, quer às pessoas, quer às habitações”.

Este fogo também levou à evacuação de sete aldeias no concelho de Mação, distrito de Santarém.

Além do incêndio na Sertã, nesta segunda-feira a Proteção Civil centrou as atenções noutros quatro fogos - um em Castelo Branco, dois no distrito de Bragança e um em Évora.

As chamas obrigaram ao corte do IC8, em Proença-a-Nova, à Estrada Nacional EN3 entre as localidades de Arnadas e Perdigão, em Vila Velha de Ródão, e às Estradas Municipais 536, em Cimadas Cimeiras, Proença-a-Nova, 545, entre Alvaiade e Bugios, Vila Velha de Ródão, e 546, em Bugios, Castelo Branco, de acordo com fonte oficial do comando-geral da GNR.

Também a autoestrada A23 foi cortada entre Perdigão e Vila Velha de Ródão, devido ao incêndio que consome desde as 17:55 povoamento florestal em Castelo Branco e que mobilizava 307 homens e 99 veículos, pelas 22:47.

A adjunta de operações da ANPC sublinhou que as condições atmosféricas previstas para as próximas 48 horas “não são animadoras”, uma vez que “o vento continuará a soprar forte” e as temperaturas vão aumentar, existindo vários concelhos em risco máximo de incêndio.

Todo o cuidado é pouco neste momento”, reforçou a representante da Proteção Civil.

Segundo Patrícia Gaspar, desde as 00:00 desta segunda-feira registaram-se 91 ocorrências de incêndios florestais em Portugal e pelas 19:00 estavam ativos cinco incêndios: dois em Castelo Branco, dois em Bragança e um em Évora.