O fogo que deflagrou esta quarta-feira no Parque Natural da Arrábida, em Palmela, e que mobilizou 80 bombeiros, 24 viaturas e três meios aéreos, foi dominado cerca das 17:45, informou o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal.

Segundo o CDOS, o fogo deflagrou pouco depois das 15:00 numa zona de mato perto do cemitério da Quinta do Anjo, no concelho de Palmela, já no interior da zona de paisagem protegida do Parque Natural da Arrábida.

O CDOS adiantou que não existem, até momento, danos pessoais nem habitações ameaçadas.

A Autoridade Nacional da Proteção Civil registou até às 18:45 desta quarta-feira 50 incêndios em Portugal continental, que foram combatidos por 903 operacionais, referem dados divulgados na sua página na Internet.

Segundo os dados, no combate aos incêndios foram também utilizados 222 meios terrestres e os meios aéreos foram utilizados 20 vezes.

Às 18:45, segundo a Proteção Civil, estavam em curso um incêndio no concelho do Seixal.

A Proteção Civil só destaca na sua página na Internet incêndios com mais de três horas e a ser combatidos por mais de 15 meios operacionais.

Dos restantes incêndios, verificados até às 18:45, 32 estão dados como encerrados (quando termina a presença de meios no local), um está em resolução (incêndio sem perigo de propagação para além dos perímetro já atingido), 14 estão em conclusão (incêndio extinto, com pequenos focos de combustão) e um está em vigilância (meios no local para atuar em caso de necessidade).

Às 18:45, a Proteção Civil indicava a existência de um despacho de alerta para o concelho de Loures.

Os distritos onde ocorreram mais incêndios foram no Porto, com 10, Lisboa, com sete, seguidos de Setúbal, com seis, e de Aveiro, com cinco.

Desde 01 de setembro e até domingo, ocorreram em Portugal continental 1.795 incêndios.

Segundo estatísticas da Proteção Civil, entre 01 e 31 de agosto foram registados 4.265 incêndios rurais.

Os dias 09 e 10 de agosto foram os dias, desde o início do ano, em que foram registados maior número de incêndios, com 380 e 304, respetivamente.

Portugal teve desde o início do ano e até 15 de agosto 12.810 ocorrência, que provocaram 43.844 hectares de área ardida.