O fogo que no sábado deflagrou no concelho de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, é o que mais vítimas mortais provocou em Portugal, desde que há registos.

Ao meio-dia de domingo, o balanço ofciial indicava 58 mortes e 54 feridos, alguns dos quais em estado muito grave. Haverá ainda pessoas desaparecidas e pequenas povoações isoladas no meio da floresta do centro do país, que ainda não foram visitadas, de forma a se vistoriar a real dimensão da tragédia.

Memória de tragédias

Na memória dos portugueses estão os grandes incêndios registados em 2003, de norte a sul do país, e que provocaram duas dezenas de mortos.

Há mais de 50 anos, em setembro de 1966, um fogo na serra de Sintra foi notícia em todo o mundo, devido à morte de 25 militares do Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa de Queluz (RAAF), quando tentavam combater as chamas.

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Em agosto de 2013, quando se registaram mais de 7.000 incêndios, morreram nove pessoas - oito bombeiros e um civil - com 120 mil hectares de floresta ardida.

No ano 2012, centenas de incêndios registados provocaram seis mortos, quatro deles bombeiros.

No ano passado, os incêndios na Madeira provocaram três mortos e destruíram 37 habitações, uma situação que levou o Governo a fazer um pedido de ajuda à União Europeia para o combate ao sinistro.

Em 1985, em Armamar, foram 14 bombeiros apanhados pelas chamas e que não resistiram, enquanto em 1986, em Águeda, o fogo provocou 13 mortos.

Em junho de 2006, no distrito da Guarda, cinco bombeiros chilenos morreram ao combaterem o fogo.