O incêndio que desde segunda-feira percorreu sete freguesias do concelho de Caminha, entretanto dado como dominado pelos bombeiros, terá destruído, segundo as primeiras estimativas, cerca de 600 hectares de mato e floresta, indicou a autarquia.

«Não é possível determinar de forma rigorosa a mancha de terreno queimado, mas deve rondar os 600 hectares, o que é uma grande perda», admitiu hoje Flamiano Martins, vereador responsável pelo Serviço Municipal de Proteção Civil.

A confirmar-se esta estimativa, será o segundo mais grave incêndio do ano no distrito de Viana do Castelo, depois dos 983 hectares destruídos no fogo de 24 de agosto em Correlhã, Ponte de Lima, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

O combate às chamas chegou a mobilizar, esta terça-feira, mais de 200 operacionais no terreno, enquanto três aviões bombardeiros pesados anfíbios franceses realizaram várias descargas de água sobre as duas frentes ativas.

O incêndio chegou a ameaçar casas e até uma igreja românica, durante a madrugada, e só foi dado como dominado pelas 17:36.

«Agora é importante realizar um bom rescaldo, mas a proteção civil vai estar alerta», apontou Flamiano Martins. Segundo o autarca, apesar da dimensão das chamas, cuja origem já está a ser investigada pela Polícia Judiciária e que a Câmara garante ser «criminosa», nenhuma casa foi afetada.

Para isso, sublinhou, «foi fundamental a intervenção dos bombeiros, da proteção civil e dos populares», nomeadamente na mobilização de cisternas de água durante o período noturno, com a ausência de meios aéreos.

A existência de estradões florestais, com mais de 70 quilómetros construídos só em 2013, e as «várias ações de fogo controlado» realizadas também este ano, foram «igualmente fundamentais para que a situação não tenha sido ainda mais devastadora», assumiu.