O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse esta segunda-feira que o dispositivo de combate a incêndios florestais está a responder «de forma excelente», manifestando otimismo no balanço da época de fogos.

«Até ao momento, o dispositivo desta fase mais crítica de combate a incêndios florestais tem dado boa conta do recado», afirmou Miguel Macedo, na cerimónia de assinatura de protocolos para aquisição de equipamentos de proteção individual para corpos de bombeiros.

Na sua intervenção, o ministro destacou a capacidade operacional do dispositivo de combate a incêndios que tem estado à prova e que tem «respondido de forma excelente».

«Encaramos com confiança, sabendo que estamos num ano difícil do ponto de vista de combate a fogos, o tempo que falta até ao fim desta fase Charlie», adiantou.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e 25 comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas assinaram hoje, no Ministério da Administração Interna (MAI), protocolos para assegurar a execução do projeto «aquisição de equipamentos de proteção individual para corpos de bombeiros».

Miguel Macedo explicou que vai ser feito «um investimento total de 7,5 milhões de euros, com recursos a fundos comunitários, para aquisição de forma de descentralizada de equipamento individual de proteção para os bombeiros».

Segundo o ministro, este investimento vai permitir que metade dos efetivos que integram as corporações de bombeiros voluntários recebam equipamentos.

Este projeto financia 92 por cento do total da despesa, ficando o restante a cargo das câmaras municipais.

Miguel Macedo considerou o investimento importante, tendo em conta que todos os bombeiros vão passar a estar mais protegidos nas suas atividades.

Também o presidente da LBP, Jaime Marta Soares, destacou a importância deste investimento, afirmando que este apoio «é algo que acontece pela primeira vez».

Jaime Marta Soares explicou que com a extinção dos governos civis, os corpos dos bombeiros deixaram de ter apoio para os equipamentos individuais de proteção, tendo o MAI definido a estratégia que hoje se consolida com a assinatura deste protocolos.

Segundo o presidente da LBP, os 7,5 milhões de euros vão ser distribuídos pelas associações de bombeiros em Portugal via comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas.

«É uma nova forma de apoiar os bombeiros, o que permite que as câmaras municipais tenham que disponibilizar só sete por cento para concretizar este grande objetivo¿, disse, salientando que o investimento é ¿prioritário porque garante mais segurança a todos os bombeiros que se encontrem nos teatros de operações a combater os incêndios florestais».

O presidente da LBP afirmou também que o dispositivo de combate a incêndios florestais está a responder com êxito.

Jaime Marta Soares disse que os bombeiros estão preparados para responder a uma média de 300 incêndios, mas caso este número seja ultrapassado, será feito um «esforço suplementar», mas confia que seja com «êxito».

Porém, alertou para a «necessidade de uma prevenção mais rigorosa», sustentando que ¿a floresta portuguesa não está prevenida, planeada e ordenada».

Jaime Marte Soares defendeu que o Ministério da Agricultura «tem que preparar estratégias para que efetivamente os fogos se evitem e não tenham que se combater», num registo da Lusa.