Por: Redacção / SM | 23- 2- 2012 19: 27
Um incêndio que eclodiu
no Parque Natural da Serra da Estrela, junto de Famalicão da Serra, Guarda, destruiu uma casa desabitada, árvores
de fruto e uma área de pinhal e mato, disse à Lusa o autarca local.
Segundo António Fonte, presidente da Junta de
Freguesia de Famalicão da Serra, o fogo, que teve início pelas 14:20, atingiu grandes proporções e queimou «pelo menos uma
casa de segunda habitação», árvores de fruto, carvalhos, pinhais e mato.
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Pelas 18:30 o fogo foi considerado dominado pelos bombeiros,
segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.
Durante a tarde, o incêndio rondou o
perímetro urbano da aldeia, lançando algum pânico entre os habitantes que têm na memória uma tragédia ocorrida em julho de
2006, quando morreram um bombeiro da corporação local e cinco sapadores chilenos, durante o combate a um fogo florestal.
«As
pessoas ficaram aflitas e com razão», disse o autarca, admitindo que os habitantes «ainda chegaram a temer o pior».
Alguns
habitantes referiram que o fogo teve início numa queimada agrícola, situação que o autarca não confirma.
No entanto,
por o incêndio ocorrer em pleno inverno, António Fonte admite essa possibilidade e lamenta que os residentes não tenham tido
em conta os alertas lançados pela autarquia e pelos bombeiros sobre a realização de queimadas.
«Não é por falta de
aviso, porque estamos no terreno a avisar as pessoas constantemente», disse.
A moradora Helena Castro declarou à
Lusa que o fogo «causou grande aflição» na terra. «Parece que estamos no verão. Quando o vi começar lembrei-me logo da desgraça
que aconteceu há seis anos», declarou, contando que as chamas lhe queimaram «sete ou oito oliveiras».
Outro habitante,
Alípio Silva, que estava a guardar um terreno agrícola, disse que tem 59 anos e não se lembra «de uma coisa assim, nesta altura
do ano».
«Estou preocupado, porque tenho uns barracões no campo onde tenho um cão, galinhas e coelhos e tenho receio
que o fogo lá chegue, embora tenha tudo limpo em redor», afirmou o homem.
Outro residente, Manuel Florêncio, disse
que utilizou o trator agrícola «para lavrar a terra» para evitar a propagação das chamas aos seus terrenos.
«Tenho
muito medo dos incêndios e estou preocupada com uma casinha onde tenho ferramentas e colmeias», declarou Antónia Pereira,
de 84 anos.
Pelas 18:30 o incêndio estava mais calmo e no terreno continuavam 23 elementos, 16 bombeiros e sete
sapadores florestais, com seis veículos.
A poucos quilómetros de distância, no meio da Serra da Estrela, também na
área do Parque Natural, progredia outro incêndio, iniciado pelas 14:08 junto de Vale de Amoreira, no concelho de Manteigas.
O
fogo progride numa zona de «difíceis acessos», indicou fonte do CDOS.
Segundo a página on-line da Proteção Civil,
pelas 18:30 estavam no seu combate 123 elementos e 30 veículos.
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