A Polícia Judiciária anunciou esta quinta-feira ter identificado, com a colaboração da GNR, um homem de 26 anos suspeito de um crime de incêndio florestal ocorrido na terça-feira em Castelo de Paiva.
 
"O suspeito, alegadamente atuando com a finalidade de proceder à queima de sobrantes, resolveu atear fogo, com recurso a um isqueiro, a resíduos que se propagaram ao estrato herbáceo e arbustivo", lê-se num comunicado da autoridade.

Segundo a PJ, aquele ato ocorreu "numa zona agrícola e florestal densamente povoada por eucaliptos e pinheiros".

No documento a que a Lusa teve acesso refere-se que o incêndio florestal provocou "perigo efetivo" em zonas agrícolas, florestais e casario adjacente.

A situação só não foi mais grave, assinala-se ainda, porque o fogo "foi imediatamente detetado e combatido pelos Bombeiros de Castelo de Paiva".

O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

De acordo com a PJ, a realização de queimadas e queima de sobrantes "fora das condições legais autorizadas, desconsiderando os riscos inerentes, vêm-se repetindo um pouco por todo o país, apesar dos inúmeros alertas e esclarecimentos emitidos pelas entidades competentes".