Um total de 24.476 pessoas adquiriram a nacionalidade portuguesa, em 2013, na sua maioria (96%) vindos de fora da União Europeia (UE) principalmente do Brasil (20,8%), segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat.

Depois dos brasileiros foram os ucranianos (16,4%) e cabo-verdianos (15,6%) que mais pediram para adquirir a nacionalidade portuguesa.

Em Portugal, o rácio foi de 2,3 nacionalidades por mil habitantes e 5,9 por cada cem estrangeiros residentes no país.


As nacionalidades concedidas na União Europeia


Já na União Europeia, foram concedidas, em 2013, 984.800 nacionalidades, a maioria das quais (89%) a pessoas oriundas de países terceiros, num rácio de 1,9 nacionalidades por mil habitantes e 2,9 por cada cem estrangeiros.

Segundo o gabinete de estatísticas da UE, Portugal é um dos 12 Estados-membros onde a maioria dos pedidos de conceção de nacionalidade partem de residentes não europeus, com a Estónia à cabeça (100%), seguindo a Letónia e a Roménia (99% cada), Grécia e Lituânia (97% cada), Espanha e Portugal (96% cada), Bulgária (94%), Irlanda e Itália (93% cada), Reino Unido (91%) e Croácia (90%).

Já no Luxemburgo (81%) e na Hungria (80%), a maioria dos pedidos de nacionalidade provêm de cidadãos da UE, sendo que os portugueses são os que mais requereram nacionalidade luxemburguesa em 2013 (38,3%).

Na média da UE, a maioria das nacionalidades são concedidas a marroquinos (8,8%), indianos (4,9%) e turcos (4,7%), segundo a síntese apresentada pela Lusa.