Cerca de 13% das pessoas em idade ativa em Portugal são imigrantes ou descendentes de imigrantes indica um estudo divulgado esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), para assinalar o Dia Internacional dos Migrantes, que se assinala na sexta-feira.

O estudo, realizado no segundo trimestre de 2014, conclui que residiam na altura em Portugal cerca de 6,8 milhões de pessoas com idades entre os 15 e os 64 anos, das quais 86,2% eram pessoas sem antecedentes migratórios e 12,9% pessoas com antecedentes migratórios.

Entre as pessoas com antecedentes migratórios, 9,2% eram imigrantes e 3,7% descendentes de imigrantes.

De acordo com o INE, a maioria dos imigrantes (71,0%) indicou razões familiares, incluindo reagrupamento familiar, como principal razão para a sua última migração para Portugal, enquanto os motivos relacionados com trabalho foram citados por 13,5% dos inquiridos no estudo.

De acordo com os resultados estudo, do total de 6,8 milhões de pessoas residentes em Portugal no segundo trimestre de 2014 com idades entre 15 e 64 anos, 622,7 mil eram pessoas nascidas fora de Portugal, sendo que cerca de 71% destas pessoas tinha nacionalidade portuguesa, fosse por aquisição (cerca de 50%) ou devido ao nascimento (cerca de 20%).

Por nível de escolaridade, segundo o INE, 30,3% dos imigrantes e 43,2% dos descendentes de imigrantes tinham completado o ensino superior, em relação aos 20,1% da população sem antecedentes migratórios (no grupo etário dos 25 a 64 anos).

“Observa-se uma estrutura etária mais jovem para as pessoas em idade ativa com background imigratório, comparativamente com as sem background imigratório, nomeadamente uma maior proporção no grupo etário de 15 a 24 anos – 24,6% face a 15,0% – e uma menor proporção no grupo etário de 55 a 64 anos – 10,3% face a 21,1%”, refere o estudo.

Relativamente à condição perante o trabalho e considerando o grupo etário de 25 a 64 anos, do total de pessoas residentes em Portugal no segundo trimestre de 2014, 70,6% estavam empregadas, 10,5% desempregadas e 18,9% foram classificadas como inativas.

Dos 622,7 mil imigrantes com idades entre 15 e 64 anos de idade, mais de metade nasceu num país de língua oficial portuguesa.