Um hotel de Chaves foi evacuado devido a suspeitas de legionella, confirmou a TVI no local.

Depois de ter sido contactado por vários jornalistas, o comandante dos bombeiros Flavienses, José Lima, deslocou-se ao hotel Aquae Flaviae para recolher informações sobre o que se está a passar naquela unidade hoteleira e à saída explicou que se “trata de um problema na água”, sem detalhar qual.

Desloquei-me ao estabelecimento depois de falar com uma pessoa do hotel que me informou que se tratou de um problema com a rede de águas do hotel. Um órgão competente para a fiscalização [das águas] terá informado que a unidade não tinha condições para estar a funcionar", afirmou.

A administração do Aquae Flaviae não prestou esclarecimentos até ao momento, mas anunciou que vai emitir um comunicado. Também a Administração Regional de Saúde do Norte está a preparar um comunicado sobre a situação.

Casimira Matos, de Paços de Ferreira, foi uma das clientes da unidade que saiu esta manhã do Aquae Flaviae.

Ontem [quarta-feira] foram ao quarto e disseram que tínhamos de sair devido a um problema nos chuveiros. Tiraram os chuveiros dos quartos e [disseram] que havia um problema nas águas. Mais nada”, disse.

Em Chaves a frequentar as termas, Casimira Matos referiu que foi a própria unidade a arranjar-lhe um alojamento alternativo.

Aldina Caldeira está na cidade com um grupo de 35 pessoas e referiu que, na quinta-feira à noite, foi informada de que teria sido detetada “uma bactéria” na água do hotel e que, por isso, teriam de sair da unidade.

Esta cliente proveniente de Cascais confirmou que ela e o seu grupo foram aconselhados a não usarem o duche e que estes até foram mesmo retirados dos quartos.

Maria dos Anjos, outra hóspede na unidade hoteleira, confirmou o mesmo à TVI.

"À noite, o diretor do hotel informou-nos que inha sido detetado um caso de legionella nas instalações e que tinha de ser evacuado, que não podiamos dormir aqui mais nenhuma noite.

 

Unidade hoteleira vai ser encerrada

A Direção-Geral da Saúde (DGS) disse à agência Lusa que determinou o encerramento de uma unidade hoteleira de Chaves na sequência da notificação de um caso de 'legionella' associado a permanência neste hotel.

A DGS explicou, em comunicado, que os resultados das análises feitas ao hotel Aquae Flaviae “identificaram Legionella pneumophila” e frisou que se trata de um "caso isolado".

Os resultados analíticos foram emitidos na quarta-feira pelo Laboratório Regional de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Norte, após a realização de um inquérito epidemiológico no referido hotel e área circundante, e de ter sido feito a colheita de água da respetiva rede para a realização das análises.

Segundo a fonte, por este motivo o delegado de Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso “desencadeou as medidas consideradas necessárias à minimização do risco, tendo-se procedido ao encerramento do referido hotel”.

O diretor geral da Saúde, Francisco George, acrescentou que, até ao momento, "não há mais casos humanos".

Tratou-se de um único caso de pneumonia que explicou a necessidade de eliminar esse risco, admitindo-se à partida que a fonte da infeção foi a água da rede de distribuição desse estabelecimento”, salientou.

A delegada de Saúde regional, Maria Neto, encontra-se esta tarde na DGS onde foi montado um dispositivo de acompanhamento.

O hotel terá que proceder à desinfeção e depois terá que ser feita uma contra análise que determinará a reabertura ou não da unidade hoteleira.

Problema está circunscrito ao Hotel

O presidente da Câmara de Chaves, António Cabeleira, afirmou hoje que o problema detetado na rede de água de um hotel da cidade está circunscrito àquela unidade hoteleira, garantindo a qualidade da água do sistema público de abastecimento e das termas.

Em declarações aos jornalistas, o autarca explicou que as autoridades de saúde efetuaram análises à água do hotel Aquae Flaviae e em toda a sua envolvência, nomeadamente nas termas de Chaves, depois de uma pessoa ter ficado doente.

Sem precisar qual é o problema, António Cabeleira referiu apenas que se trata de uma “doença que merece a preocupação das autoridades de saúde pública nacionais” e que é “uma bactéria com alguma gravidade”.

Feitas as análises, a autoridade sanitária constatou que o problema está circunscrito ao hotel. Não há nenhum problema de saúde pública em Chaves”, salientou.

Na quarta-feira à noite, os clientes da unidade hoteleira foram avisados para não tomarem duche e, segundo alguns afirmaram hoje aos jornalistas, foram mesmo retirados os chuveiros dos quartos.

O autarca precisou que se trata de “uma bactéria alojada nas águas sanitárias quentes” e garantiu que não há qualquer problema na água domiciliária de Chaves, nem na água termal.

António Cabeleira elogiou ainda a atitude “célere e competente” das autoridades.