O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, Silvério Cordeiro, afirmou hoje à agência Lusa que a infeção provocada por uma bateria está controlada e que o encerramento do Pavilhão Central não se justifica.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros defendeu na quarta-feira que o Pavilhão Central do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho, no Monte da Virgem, deveria ser encerrado para impedir a disseminação da bactéria multirresistente que já contaminou mais de 30 pessoas.

“Fechar o Pavilhão Central e mandar os doentes para outro hospital foi a nossa sugestão”, disse à Lusa José Correia Azevedo, que afirmou ter visitado aquela unidade de saúde e contactado com os enfermeiros.

Silvério Cordeiro garantiu hoje que “a infeção está controlada. As pessoas que eventualmente tenham a bactéria estão isoladas e devidamente identificadas. O caso está a ser acompanhado pelas entidades competentes e portanto não há motivo para alarme nem há motivo para encerramento”, declarou o gestor hospitalar.

“Não se pode encerrar nada neste momento, nem há motivos para isso. Essas declarações são infundadas”, frisou o presidente do conselho de administração do CHVNG/E, à margem da cerimónia de assinatura de um protocolo de colaboração com o Centro Hospitalar de São João do Porto.
 

Silvério Cordeiro acrescentou que “os caminhos que estão a ser percorridos, em termos de protocolo, são os corretos. Estamos a seguir orientações e não vemos problema nenhum neste momento. Está tudo controlado”.


O hospital, que garantiu na quarta-feira, em comunicado, que a situação “está controlada”. Suspeita que a origem do surto tenha sido numa doente que fez vários ciclos de antibiótico e que partilhou, no dia 29 de julho, a mesma unidade de pós-operatório com o primeiro paciente infetado.

O hospital de Gaia disse ter identificado mais quatro doentes colonizados (não infetados) com a bactéria multirresistente que já causou a morte a três pessoas.

Informou também que foram já criados sete quartos de isolamento individual, três enfermarias com capacidade de 11 camas na área médica e três enfermarias na área cirúrgica com capacidade de quatro camas.

Na passada semana, aquele centro hospitalar referiu ter identificado, desde 07 de agosto, mais de 30 doentes portadores de Klebsiella Pneumoniae, uma bactéria multirresistente que terá surgido em consequência do uso de antibióticos, é de rápida disseminação, transmite-se pelo toque, sobrevive na pele e no meio ambiente e desconhece-se a sua durabilidade.