O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos defendeu, esta terça-feira, o fim das farmácias comerciais instaladas nos recintos hospitalares, considerando-as uma «experiência falhada» que custou muito dinheiro ao erário público.

À margem de uma visita à farmácia hospitalar no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, Maurício Barbosa afirmou à agência Lusa que as farmácias de venda ao público instaladas nos perímetros dos hospitais são «uma fonte crescente de problemas».

Sem comentar as recentes buscas da Polícia Judiciária (PJ) às instalações da farmácia de venda ao público no Hospital de Santa Maria, por suspeita de crimes de falsificação de documentos, burla qualificada, corrupção e associação criminosa, o bastonário disse que este é «um bom exemplo» de «uma experiência verdadeiramente falhada».

«Estas farmácias ¿ seis ao todo em Portugal ¿ não vieram resolver nada, têm dívidas enormes aos hospitais e são uma fonte de problemas para estas instituições», disse.

Para Maurício Barbosa, este Ministério da Saúde tem de ter «a coragem de acabar com este problema e encerrar estas farmácias que, todas elas, têm processos em tribunal». «Apesar dos danos irreparáveis, o Ministério da Saúde ainda vai a tempo», disse.