A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Ministério da Defesa Nacional formalizaram  esta quinta-feira a transferência do antigo Hospital Militar da Estrela, cerca de 16 mil metros quadrados por 14,883 milhões de euros.

No interior das instalações, cujo complexo inclui a denominada cerca do Convento da Estrela e a Casa de Saúde da Família Militar, o ministro da tutela, Aguiar-Branco, e o provedor da instituição de solidariedade social, o antigo chefe de Governo, Santana Lopes, trocaram cumprimentos e louvaram a operação.

"Esperamos ter em funcionamento algumas das valências até final do ano ou início de 2016, progressivamente, nomeadamente em termos de apoio domiciliário, cuidados continuados e paliativos", desejou Santana Lopes, adiantando ainda planos para incluir serviços de medicina de reabilitação e consultas externas, além de "algumas cirurgias de pequena ou média dimensão".


O responsável pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa esclareceu que o acordo prevê a manutenção do uso previsto daquelas instalações "durante 30 anos", escusando-se a avaliar os custos da reabilitação e da compra de materiais diversos para o seu funcionamento (equipamentos de diagnóstico, por exemplo), bem como comentar a atualidade política do país, especificamente o programa eleitoral da maioria PSD/CDS-PP, apresentado na véspera, ou as futuras eleições presidenciais, como reporta a Lusa.

"Essas vozes - agoirentas e maledicentes - têm hoje a resposta. Nada teve a ver com especulação imobiliária, mas sim com a racionalização e a adequação da utilização do património e erário públicos a cada um dos tempos. Tratou-se de rentabilizar em defesa do interesse público", congratulou-se Aguiar-Branco, referindo-se a uma "reforma estruturante", como a fusão dos hospitais de cada um dos ramos das Forças Armadas.


O responsável ministerial lembrou ainda que foi há 11 anos que recebeu o "desafio" para a estreia em cargos públicos, precisamente pela voz de Santana Lopes, então líder do executivo.

No evento estiveram ainda presentes, entre outros, a secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, bem como diversos deputados da maioria, além do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e dos chefes dos três ramos.