O ministro da Saúde reagiu ao caso dos doentes com cancro que não receberam tratamento em tempo útil no hospital do Barreiro e mandou aquela unidade e, igualmente, a Inspeção Geral das Atividades em Saúde averiguar a situação.

Para Adalberto Campos Fernandes, é “inaceitável o que é indiciado”. Seja como for, defende prudência perante o caso para não haver juízos precipitados, antes de ser devidamente esclarecido o que se passou.

“Sabemos que temos um Serviço Nacional de Saúde de grande dimensão e qualidade que, infelizmente, é pontuado aqui e ali por circunstâncias que não deviam existir. Vamos fazer tudo para que cada vez menos episódios destes possam ocorrer. Temos de melhorar todos porque a confiança que os portugueses têm no Serviço Nacional de Saúde não pode ser abalada por este tipo de acontecimentos”

O próprio Centro Hospitalar Barreiro/Montijo confirmou, depois de a SIC ter noticiado a situação, a existência de três doentes que não fizeram quimioterapia quando deviam, depois das cirurgias que realizaram, e decidiu abrir um inquérito externo. O ministro também assinalou que o hospital "tomou logo a iniciativa de diligenciar nesse sentido internamente" e está à espera do devido esclarecimento. 

A administração do centro hospitalar refere que apenas teve conhecimento da situação do dia 12 de maio, quinta-feira passada.

Recorde-se que, em março, o na altura o diretor de Oncologia do hospital do Barreiro se demitiu e a Ordem mostrou-se “muito preocupada” com a resposta aos doentes na instituição da margem sul do Tejo.