O ministro da Saúde comprometeu-se hoje a alterar o valor do pagamento das horas extraordinárias dos médicos, atualmente pagas a 50 por cento, no próximo Orçamento do Estado.

Adalberto Campos Fernandes falava na Comissão Parlamentar da Saúde, onde respondeu às questões do deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira sobre o recurso às empresas de médicos, o qual criticou.

O ministro subscreveu as críticas, lembrando que este recurso custa atualmente 80 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), além de ser uma situação injusta para os médicos, que, trabalhando nas instituições, recebem menos do que esses clínicos das empresas.

“Não somos imprudentes ao ponto de pensar que podemos resolver isto de uma vez”, afirmou, sublinhando “a injustiça” do valor da hora extraordinária dos médicos, que é paga a 50 por cento.

Esta é uma situação que urge corrigir no próximo Orçamento do Estado”, afirmou, deixando perante os deputados esse contributo.

Hospitais inibidos de passar cheques-cirurgia

Os hospitais vão ficar inibidos de passar cheques-cirurgia para o setor convencionado, a partir do próximo ano, anunciou o ministro da Saúde.

Adalberto Campos Fernandes revelou que os hospitais vão ter de fazer prova da real necessidade de recorrer ao setor convencionado para dar resposta cirúrgica aos seus utentes.

O ministro referia-se aos cheques-cirurgia previstos no Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), criado em 2004 para combater as listas de espera.

A partir de 1 de janeiro, os hospitais ficarão inibidos de passar cheques para o setor convencionado, a menos que façam disso prova”, disse Adalberto Campos Fernandes.