A 01 de janeiro de 2015, um homem, com problemas de alcoolismo e toxicodependência, matou o marido da responsável da hospedaria onde estava alojado desde novembro de 2014 com uma faca, tendo, posteriormente, fugido, entregando-se à PSP horas depois.

Os dois homens ter-se-ão desentendido por causa de uma televisão, que o homicida confesso queria levar da hospedaria, e, durante a discussão, acabou por matar o marido da responsável, de 49 anos, e atingir também esta na zona do abdómen, obrigando-a a receber tratamento hospitalar.

“Não quis matá-lo, mas estava muito alterado e espetei-lhe a faca, foi uma coisa tão rápida que nem pensei em nada”, disse, durante a audiência de julgamento.

O arguido referiu conhecer o casal há cerca de um ano, tendo-o sempre “respeitado muito” porque sempre o ajudou e, por isso, quando viu ter feito “algo de errado” ligou para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a pedir ajuda.

Admitindo não estar no seu “estado normal” quando cometeu o crime, o homicida salientou “viver com remorsos”.

A responsável pela pensão e viúva, Paula Conceição, adiantou hoje, perante o coletivo de juízes, que o homicida parecia um “autêntico bicho” no dia do crime, nunca o tendo visto naquele estado.

“Nesse dia, ele bateu-me à porta do quarto a pedir a chave do quarto dele porque a tinha perdido, mas eu disse-lhe que não tinha mais, então ele arrombou a porta e trouxe a televisão, mas o meu marido [vítima mortal] apercebe-se e ligou para a polícia e foi aí que ele [homicida] pegou numa faca e me agrediu e, depois, matou-o”, explicou.

Paula Conceição salientou que, antes de pegar na faca, eles agrediram-se com guarda-chuvas.

Depois de cometer o crime, a gerente da pensão adiantou que o homicida fugiu com a televisão e ligou para o INEM a dizer que tinha matado um homem, nunca mais o tendo visto.