«A emoção é enorme. Acabo de receber esta informação, de modo que são os primeiros a receber isto em primeira mão». Foi com estas palavras que o doente com Hepatite C, José Carlos Saldanha - que fez um apelo desesperado ao ministro da Saúde, no Parlamento, esta semana -, contou à TVI como recebeu a notícia de que Governo e farmacêutica Gilead chegaram a acordo para o tratamento de quem padeça da doença. 
 
Antes, já tinha mostrado os medicamentos que recebeu e, quando iniciou o tratamento, confessou que ainda não geriu «emocionalmente isto». Foram duas notícias pelas quais esperou muito tempo e que, finalmente, chegaram.

Já esta sexta-feira de manhã, na TVI, a Associação SOS Hepatites se tinha mostrado feliz pelo acordo alcançado e pedia ao Ministério que agisse rapidamente, dotando os hospitais de verbas.  «Desta vez quero acreditar que o senhor ministro não nos vai deixar morrer».  

A notícia do acordo para o tratamento inovador chegou tarde demais para Maria Manuela Ramalho, que faleceu na semana passada à espera do tratamento inovador, como noticiou a TVI. O filho reagiu emocionado ao consenso entre Governo e farmacêutica:

«Fico muito contente [por José Carlos Saldanha e António Parente, outro doente] e espero que ele não tenha de dizer à filha dele o mesmo que tiveram de dizer a mim. É uma revolta muito grande. Já morreram muitos doentes. Há pessoas a morrer, quando não têm de morrer porque há cura cura para a doença»