A GNR deteve esta segunda-feira de madrugada, na zona de Lisboa, Loures e Vila Franca de Xira, dez homens que pertenciam a um «grupo organizado» que se dedicava ao furto de máquinas de tabaco em lojas, durante a noite.

Segundo a GNR, os dez homens, com idades entre os 25 e os 47 anos, faziam parte de «uma organização criminosa» e a sua maioria tinha «antecedentes criminais, por roubo de transporte de tabaco» e um dos detidos estava evadido do Estabelecimento Prisional de Leiria.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana adianta que, na operação realizada hoje de madrugada, foram também apreendidos 249 maços de tabaco, 4.173 euros em dinheiro, 13 telemóveis, um veículo e diversas ferramentas utilizadas no arrombamento dos estabelecimentos comerciais.

Os membros do grupo furtavam veículos ligeiros de transporte de mercadorias, para se deslocarem a cafés e restaurantes, onde arrombavam as portas e retiravam do interior as máquinas de venda de tabaco, brindes e caixas registadoras, explica a GNR.

A corporação acrescenta que, após os assaltos, os veículos furtados e as máquinas eram «totalmente destruídos» e o tabaco era levado para as áreas de residência onde era escoado no mercado local.

O capitão Manuel Lage, da GNR, disse à Lusa que o grupo realizou «dezenas de assaltos» que eram feitos na zona de Loures, Vila Franca de Xira e Lisboa, perto da área de residência.

Durante a operação, que culminou com a detenção em flagrante delito dos dez homens suspeitos dos crimes de associação criminosa e furto qualificado, foi dado cumprimento a 11 mandados de detenção, dez mandados de busca domiciliária e nove mandados de busca em veículos, indica a GNR, sublinhando que a investigação durava há quatro meses.

A operação desta segunda-feira envolveu 195 militares da Unidade de Intervenção, da investigação criminal e comandos territoriais de Santarém, Lisboa, Leiria e Setúbal.

Durante a operação, a GNR utilizou duas vezes um «quadricóptero» (meio aéreo não tripulado) para garantir a segurança dos militares que estavam a trabalhar numa zona sensível, disse à agência Lusa o porta-voz da corporação, major Marco Cruz.

O porta-voz da GNR esclareceu que o «quadricóptero» fez dois voos com a duração de cinco minutos numa altura de 50 metros e as imagens captadas «não permitiram identificar pessoas», servindo apenas para «detetar movimentos».

Marco Cruz adiantou que uma das vezes que o «quadricóptero» esteve no ar permitiu identificar a necessidade de reforçar o dispositivo na zona.