O Sindicato dos Enfermeiros exige “admissão imediata” de enfermeiros para o Algarve, questionando por que motivo o Ministério da Saúde suprime apenas necessidades de médicos naquela região, e ameaça intensificar a greve marcada para 28 e 29 de julho.

O SEP reagia assim a um despacho publicado na segunda-feira, em Diário da República, que determina as carências de médicos, por especialidade, para várias regiões do país, sendo o Centro Hospitalar do Algarve a instituição com necessidades mais gritantes.

O diploma, assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, identifica os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com “comprovada carência de pessoal médico, por área profissional de especialização”.

Ao todo são 736 os especialistas em falta nos hospitais públicos do país, dos quais 51 só no Centro Hospitalar do Algarve, a instituição com maior carência.

Perante este despacho, o SEP de Faro quer saber se “o setor da saúde só necessita de médicos” e pergunta para quando a contratação urgente de enfermeiros e a autorização de mobilidade.

O sindicato questiona a tutela sobre quando será publicada a “nova portaria dos concursos negociada com o SEP, que permitirá que o concurso para admissão de enfermeiros (que estava em andamento) desbloqueie”, e pergunta igualmente quando será adotada uma medida específica para o Algarve, semelhante à dos médicos, para a admissão de enfermeiros.

A direção regional de Faro do SEP considera que estas são “mais razões que levam os enfermeiros do Algarve a aderir à greve de 28 e 29 de julho”, que se “intensificará” naquela região.