Os enfermeiros portugueses cumprem esta quinta-feira o segundo dia de greve e vão concentrar-se frente ao Ministério da Saúde contra a «grave carência» de profissionais nas unidades públicas de saúde e pela dignificação da profissão e da carreira.

Neste segundo dia de greve nacional, o SEP promove uma concentração junto ao Ministério da Saúde, mas admite que muitos dos enfermeiros possam não comparecer para «ficarem a descansar», dado que atingiram o «limite da exaustão», uma vez que chegam a trabalhar entre 10 a 20 dias seguidos, sem pausas.

A paralisação desta quinta-feira sucede-se a um primeiro dia de greve que na maioria dos hospitais teve uma adesão a rondar os 80%, segundo dados do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

De acordo com o sindicato, a quase totalidade dos enfermeiros faz entre 48 a 56 horas por semana, está impedida de gozar as folgas que a lei impõe e não se perspetiva quando poderão gozar os milhares de dias em dívida.

Para o SEP, «a grave carência de enfermeiros em todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não se minimiza com a contratação de apenas mais 700 enfermeiros, em 2015, além dos mil já anunciados a 18 de setembro».

Nas contas dos sindicalistas, seriam precisos mais 25 mil enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde, a juntar aos cerca de 39 mil existentes nos serviços públicos.

O SEP exige ainda uma valorização da profissão, as 35 horas semanais de trabalho para todos, a progressão na carreira e a reposição do valor das horas suplementares e noturnas.